Buscar
  • Dr. Felippi Cordeiro

Dor do crescimento: Ela existe?

Ela realmente existe? quando me preocupar?

A chamada dor do crescimento realmente existe e afeta uma boa parcela da população infantil no Brasil e no mundo. Estima-se que no Brasil cerca de 10-15% das crianças sofram com a dor do crescimento, um numero abaixo da incidência mundial que chega a 40% em alguns estudos internacionais.


Algumas teorias tentam explicar a causa desse tipo de dor que afeta crianças entre 3 e 10 anos e ocorre principalmente nos membros inferiores.. Algumas pessoas atribuem essa alteração ao primeiro estirão de crescimento na infância, no qual o osso cresceria mais rápido que os músculos e dor seria causada por esse alongamento excessivo muscular. Outra possível causa seria a fadiga muscular, que se expressaria em forma de dor e câimbras ao final do dia. A deficiência de vitamina D, assim como alterações no ambiente familiar também podem estar relacionadas.



Caracteriza-se por apresentar-se comumente ao final do dia, principalmente a noite. A dor pode apresentar-se com diferentes intensidades, porém melhora com massagens e analgésicos simples e no outro dia a criança acorda sem queixas e sem limitações das suas atividades normais. Ocorre entre os 3 e 10 anos de vida e acomete principalmente os membros inferiores (perna e coxas). Os pais precisam atentar para a periodicidade de aparecimento do problema e a duração dos sintomas. Ocorrem geralmente de forma intermitente e não duram mais que algumas horas. Dores diárias, continuas, associadas a febre, claudicação ou outros sintomas devem ser investigadas imediatamente.


Acredita-se que as dores estejam relacionadas ao sedentarismo na infância e alguns trabalhos científicos correlacionam com a deficiência de vitamina D. Existe também uma correlação com alterações emocionais, apresentando maior recorrência durante separação dos pais, períodos de dificuldades escolares, entre outros.


Geralmente o diagnóstico de dor do crescimento não é preocupante. Porém nessa faixa etária muitos diagnósticos se confundem e devem ser excluídos. O acompanhamento e avaliação é crucial para o diagnóstico correto.


O tratamento é baseado no acompanhamento dos pacientes e orientação aos pais sobre a benignidade do caso. O inicio de atividades físicas próprias para idade para melhor condicionamento físico pode ser indicado. A atividade física apropriada depende da idade do paciente e do interesse do mesmo. Pode-se associar a complementação com vitamina D em alguns casos específicos.


O ortopedista Pediátrico deve ser sempre consultado para melhor elucidação diagnóstica.

63 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo